PASSEANDO NAS ESTRADAS REAIS
[5] PROLIFERAÇÃO DE CAMINHOS
Em
relação ao mapa anterior, dessa mesma região, o documento de hoje apresenta exemplos interessantes da variedade de percursos a partir do séc. XIX.
Veja algumas diferenças:
* o viajante sai de São Paulo seguindo diretamente por São Miguel Paulista e Mogi das Cruzes, sem passar por
Santana e Guarulhos
* a trilha paulista para Cunha e Parati volta a passar por Pindamonhangaba - como fora dois séculos antes - e não mais por
Guaratinguetá
* o prosseguimento para o Rio de Janeiro tanto pode ser pela trilha de Areias e Bananal como pelo caminho de Paraty e Angra dos
Reis
A história oficial é tímida em relação a várias rotas existentes a partir de 1800, o que leva a supor, erroneamente, que os caminhos pelo
Vale do Paraíba foram apenas três ou quatro. Eis algumas das rotas "esquecidas": - São Paulo/Rio via Parati e Angra dos Reis (veja no mapa) - São Paulo/Rio por Resende, Quatis, Barra do Pirai e Serras do
Tinguá ou das Araras - Rio/São Sebastião,
traçado litorâneo da atual Rio-Santos (veja no mapa) - Do litoral ao Vale do Paraíba paulista por Ubatuba, Caraguatatuba e Bertioga - Do litoral ao Vale do Paraíba fluminense por Angra dos Reis,
Mambucaba e
Mangaratiba Um toque pitoresco: repare, na
margem inferior do mapa, que a marcação (em inglês) das longitudes é a partir de Washington e não de Greenwich, como atualmente. Se quiser entender
melhor este aspecto, veja o artigo "Como o Fuso era Confuso" neste
site.
(continua...)
Celso Serqueira | |
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