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Detalhe do mapa "Brazil" do New Universal Atlas, de Henry Schenck Tanner, 

mostrando as estradas e caminhos do leste do país em 1846

PASSEANDO NAS ESTRADAS REAIS  [5]

PROLIFERAÇÃO DE CAMINHOS

Em relação ao mapa anterior, dessa mesma região, o documento de hoje apresenta exemplos interessantes da variedade de percursos a partir do séc. XIX. Veja algumas diferenças:

* o viajante sai de São Paulo seguindo diretamente por São Miguel Paulista e Mogi das Cruzes, sem passar por Santana e Guarulhos

* a trilha paulista para Cunha e Parati volta a passar por Pindamonhangaba - como fora dois séculos antes - e não mais por Guaratinguetá

* o prosseguimento para o Rio de Janeiro tanto pode ser pela trilha de Areias e Bananal como pelo caminho de Paraty e Angra dos Reis

A história oficial é tímida em relação a várias rotas existentes a partir de 1800, o que leva a supor, erroneamente, que os caminhos pelo Vale do Paraíba foram apenas três ou quatro. Eis algumas das rotas "esquecidas":

- São Paulo/Rio via Parati e Angra dos Reis (veja no mapa) 

- São Paulo/Rio por Resende, Quatis, Barra do Pirai e Serras do Tinguá ou das Araras 

- Rio/São Sebastião, traçado litorâneo da atual Rio-Santos (veja no mapa)

- Do litoral ao Vale do Paraíba paulista por Ubatuba, Caraguatatuba e Bertioga

- Do litoral ao Vale do Paraíba fluminense por Angra dos Reis, Mambucaba e Mangaratiba


Um toque pitoresco: repare, na margem inferior do mapa, que a marcação (em inglês) das longitudes é a partir de Washington e não de Greenwich, como atualmente. Se quiser entender melhor este aspecto, veja o artigo "Como o Fuso era Confuso" neste site.

(continua...)
Celso Serqueirae-mail do autor