CANIBALISMO,
ASPECTO MACABRO DA HISTÓRIA
Parte 5 de 5
Em geral, as carnes eram moqueadas (assadas na grelha) e comidas pelos índios adultos, cabendo às crianças alguns
miúdos e uma sopa rala chamada de "mingau" (termo tupi), que as mulheres preparavam com as entranhas das vítimas. Agora você sabe a origem do prato
que reforça a alimentação da nossa criançada, e que hoje, felizmente, é feito apenas com leite, açúcar e farináceos.
Embora o canibalismo,
como prática coletiva conhecida, tenha terminado mundialmente na década de 1950, na Nova Guiné, pode-se afirmar que todos os povos, em algum momento
de sua evolução, o praticamos. Mais que a história, quem afirma isso é a ciência, que identificou as marcas do canibalismo no DNA
humano. E revela mais: que a antropofagia ajudou o desenvolvimento do homem, reduzindo as
mortes por doenças de príon. Saiba mais sobre esta impressionante descoberta da genética em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u8840.shtml
É fato que os
sacrifícios humanos nas mesas de pedra e as bordoadas na cabeça ficaram no passado, porém, o panorama moderno pode ser igualmente aterrador. A
discussão atual é sobre a possibilidade de estarmos iniciando uma nova forma de canibalismo através do sacrifício intencional de fetos, que têm
tecidos e células extraídos para uso em outros seres humanos. Nem gastronômico nem ritual; no século 21, o canibalismo é científico.
Aqui
termina este tenebroso e longo artigo sobre o canibalismo. Espero que tenha sido útil ao seu conhecimento. Ufa!
Celso
Serqueira | |
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